50 Tons de Cinza – Minhas Impressões
Desde o lançamento de Crepúsculo, e todo sucesso de sua trilogia, dos filmes e etc e tal, muitas amigas me indicavam a leitura deste livro… Minha reação sempre foi negativa, por puro preconceito, confesso! A história de vampiros e lobisomens apaixonados nunca me pareceu interessante, literatura para adolescentes, pensava. Foi assim até hoje, não me rendi.
Se o “bestseller”, na essência original, não conseguiu me apetecer, oque dizer de seu “fanfiction” (ficção criada por fãs)?? Explico: 50 Tons de Cinza, foi escrito por E. L. James, uma crepúsculo-maníaca, e devido à inspiração em “Twilight” (nome original de Crepúsculo), existem trechos muito parecidos entre os dois livros – dizem – e 50 tons é considerado a versão adulta e erótica de Edward e Bella.
Dei de ombros e desdenhei quando vi pessoas da minha convivência lendo e comentando em todos os lugares sobre a mais nova trilogia de romance esquisito, a fazer sucesso no mundo – 50 Tons de Cinza é o vício da vez, julguei! Oras, se não li Crepúsculo, vou ler Fifty Shades of Grey? Claro que não!… Ledo engano leitores, claro que sim! Ganhei de aniversário um exemplar, arrisquei dar uma conferida nas primeiras páginas. Não esperava muita coisa, mas quando me dei conta já estava contagiada. Pois é, quem diria!? Adorei!
Verdade que com o desenrolar da trama, a narração se torna enfadonha, tipo, no meio do livro você já sabe como a cena vai começar e terminar, porque o “modus operandi” é bastante previsível. Incrivelmente, mesmo assim não consegui parar de ler… Tá, pulei uns pedacinhos, e se tem algo que não me arrependo de ter pulado, é a parte do contrato que Anastásia precisa assinar para poder fazer sexo de forma sadomasoquista com o seu “príncipe”; bizarro, né? Totalmente. Contrato longo e desnecessário, só torna mais cansativa a leitura.
Enfim, não vou contar aqui detalhes da história, mas quanto aos comentários que dizem: “Dá pra ver o amadorismo” ou “O vocabulário é pobre”… Preciso concordar, porém é bom que se ressalte, que E. L. James não tinha a menor pretensão de escrever algo que fizesse tanto sucesso. Ela reproduziu os capítulos iniciais, compartilhando eles num site de relacionamentos com fãs de Crepúsculo, para se ter uma idéia. Experimente começar a escrever um livro no facebook, escrevendo do seu celular enquanto espera numa sala de espera.É no mínimo punk pensar que virou febre no mundo inteiro e vai virar filme, de quebra! Se 50 tons se tornou esse sucesso todo, tem seus méritos e não são poucos, reconheçamos.
A conclusão que chego, fazendo essa resenha agora, é que a carência é a grande responsável pela minha adesão (e de muita gente) a esta trilogia! Christian Grey é um Dominador e quer Ana, como sua submissa. Após um “Sexo Baunilha”, eles ficam prestes a assinar um acordo/ Contrato… Onde ela se submete às ordens dele; Ela está apaixonada, ele é confuso; Ela é inexperiente, ele é esperto. Ele é sedutor e ela não resiste. Ele é gato, inteligente, maravilhoso e sabe o que faz… (suspiros)! Fala sério, quem não gostaria de ter um Christian Grey para chamar de seu? Afora suas práticas sexuais malucas, óbvio. Ai, ai… É isso mesmo, todos somos românticos e precisamos encontrar nosso par perfeito para amar!!
O que mais preciso contar? Muito bondage (espécie de fetiche, digamos, de dominação) e passagens “quentes”.
Atenção, senhores pais, olhem o que suas crianças andam lendo! Eu não gostaria que um filho muito novinho, tivesse acesso a tanta informação e tão cedo .
Acho que é isso, tem muito livro, muito melhor, mas para mim, Fifty Shades of Grey passou no teste. Só não esperem um primor literário, leitura obrigatória ou algo que os valha!
Com meus melhores anseios (isso é quase um bordão! Rá!), Mellina.



